“Estas empresas reconhecem o interesse de explorar o potencial de parcerias em Macau, tendo por objectivo expandir os seus conceitos e produtos inovadores junto do consumidor chinês. Dadas as características do mercado de Macau e o sentido empresarial das PME’s portuguesas”, a AICEP acredita que estas empresas estão bem posicionadas para estabeleceram parcerias atractivas.
Segundo apurou o Tormo.pt junto da Parfois, a empresa pretende nos próximos três anos explorar o mercado asiático e é intenção apostar na China. A empresa abriu no passado dia 25 de Junho a primeira loja nas Filipinas, no centro comercial Glorieta 4, sendo objectivo abrir ainda este ano mais unidades naquele país. Para já a participação na feira de franchising de Macau serve para “apurar o mercado, fazer prospecção e perceber o seu funcionamento neste sector”.
Sérgio Marques, director executivo da Parfois, é um dos oradores convidados nesta 2ª feira do sector em Macau.
A rede de ginásios Vivafit, outra das marcas portuguesas neste certame, está igualmente a expandir no continente asiático, tendo no último fim-de-semana concretizado o Master para a Índia. Miguel Santos, responsável de expansão da empresa para mercados internacionais, disse ao Tormo.pt que a abordagem ao mercado macaense tem como principal estratégia “sondar um território que está na linha condutora de expansão internacional da marca, onde focamos também atenções para o Brasil e os restantes mercados BRIC (Brasil Rússia, Índia China)”, mercados emergentes.
O responsável adiantou ainda que Macau “é um mercado interessante e pode ser o Cavalo de Tróia da empresa na Ásia, que servirá de chamariz para investidores do território Chinês”.
O presidente da Associação Portuguesa da Franchise, Paulo Antunes, refere que “estas iniciativas revelam a capacidade das marcas portuguesas em chegar mais longe, nomeadamente a mercados emergentes, o que permite às marcas uma maior consistência, principalmente em tempos mais difíceis. Quando se fala de crise mundial temos que ter em conta que esta não afecta da mesma forma todos os mercados, sendo que a Ásia é um bom exemplo de uma crise bem diferente daquela que se vive na Europa”.
“Hoje o nosso mercado oferece um conjunto de marcas altamente competitivas, capazes de enfrentar qualquer tipo de mercado”, reforça.
De acordo com o IPIM (Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau), organizador da Feira, o número de expositores inscritos em 2010 duplicou face à primeira edição, registando este ano um total de 123 expositores, provenientes de países como Estados Unidos, Japão, Malásia, Portugal, Singapura, entre muitos outros. Restauração é o sector com maior representatividade, ocupando 31% do total dos expositores, seguido do sector de venda a retalho, representando 25%, e os de hotelaria e serviços, com um peso de 15% do número total de expositores.
Recorde-se que o franchising chegou à “pérola do oriente” nos anos 90, através da implementação dos primeiros restaurantes da gigante de fast-food McDonald’s e, apesar de este ainda não demonstrar a força que tem em mercados como o português, o brasileiro ou o americano, “o número de projectos tem vindo a aumentar” garante o IPIM.







