Os indicadores relativos ao mercado de trabalho durante 2009 evidenciaram uma deterioração significativa, consequência da crise económica, impulsionando a taxa de desemprego e agravando a diminuição do nível de emprego no país. Em 2008 o peso do emprego no franchising representou 1,3% do total em Portugal, e o volume de negócios das empresas que operam em franchising chegou aos 5.029 mil milhões de euros, representando 3,1% do PIB, sendo considerado um sector com bastante peso na economia portuguesa, pela dinâmica que apresenta no que respeita ao investimento, à inovação e à competitividade.
Se contribui directamente para esta recuperação da economia, porque gere um negócio em franchising, as medidas anunciadas interessam-lhe também a si. Saiba quais as principais linhas de incentivo que antecipam um 2010 mais animador para as PME's
Medidas de incentivo previstas no OE de 2010
- Uma aposta, em primeiro lugar, no estímulo às PME, enquanto política fortemente activa dirigida a apoiar as micro, pequenas e médias empresas, respondendo às dificuldades criadas pela crise financeira e de cariz estrutural, como baixos capitais próprios
- Reforço da internacionalização da economia portuguesa, enquanto factor-chave para a recuperação económica, renovação da base produtiva e redução do défice externo
- O turismo continuará a ser alvo de actuação privilegiada por parte do Governo, enquanto sector estratégico para a competitividade da economia portuguesa
- Impulso dado à Estratégia Nacional para a Energia, continuação do apoio na área da investigação e desenvolvimento de tecnologias no âmbito das energias renováveis
- Vão continuar a ser disponibilizados os instrumentos criados em 2008 e 2009, orientados para a agilização e concretização dos investimentos apoiados pelos fundos comunitários e de facilitação do acesso ao crédito para investimento e para fundo de maneio
- Facilitação do acesso a meios de financiamento e ao crédito, com a criação da linha PME-Investe V, articulando com mecanismos de regularização de dívidas ao fisco e à segurança social, de modo a conseguir soluções integradas de viabilidade
- Reforço dos capitais próprios através de instrumentos de capital de risco, designadamente para apoiar operações de fusão e aquisição, ganhos de escala, aquisição de capacidade competitiva e internacionalização
- Continuidade do programa PME Consolida, para reforço da estrutura de capitais das empresas, em especial das PME, envolvendo o Fundo autónomo de Apoio à Concentração e Consolidação das Empresas, Fundo Imobiliário Especial de Apoio às Empresas, ou o Sistema de Incentivos à Revitalização e Modernização Empresarial
- Manutenção do programa FINICIA, com soluções financeiras para pequenas empresas, facilitando o financiamento à criação de empresas de menor dimensão
- Incentivos fiscais, como o alargamento do regime prestacional, que permite autorizar o pagamento das dívidas fiscais exigíveis em processo executivo até ao máximo de 60 prestações mensais, para 120, número máximo de prestações permissíveis
As previsões, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI) são de “uma melhoria da economia mundial já em 2010, devendo o PIB aumentar 3,1%, em termos reais, estimando-se no entanto que a retoma seja lenta e que demore algum tempo para que seja possível reabsorver o número crescente de desempregados, cuja taxa prevista indica nova detioração”.
Muitas empresas a operar em regime de franchising continuam a anunciar que 2009 pode não ter sido um ano assim tão mau e elevam mesmo as perspectivas de crescimento em 2010. Para já ficam na expectativa daquilo que de positivo pode advir das medidas anunciadas pelo Governo para o Orçamento deste ano, sendo que muitas beneficiam já de alguns dos programas anunciados.







